Notícias Cervejeiras

Em comemoração ao dia Star Wars, comemorado mundialmente pelos fãs dos filmes, o bar Outside The Box, em São José dos Campos, fará uma ação social com o fã-clube 501ST Legion, único grupo de fãs licenciado do Brasil neste sábado.

O evento terá transmissões de Star Wars, cosplayers (fãs vestidos como os personagens), lanches e drinks inspirados na franquia. O fã-clube 501ST Legion, único grupo de fãs licenciado do Brasil, vai participar da ação e também haverá um concurso de fantasias com direito à prêmio.

Na ocasião, também serão arrecadados alimentos não perecíveis para entidades sociais. Quem quiser participar, deve levar um 1kg de alimento.

O 4 de maio é considerado um feriado por fãs de Star Wars para celebrar a cultura de Star Wars. O dia é chamado de Dia de Star Wars por causa da popularidade de um trocadilho com o modo de chamar esse dia em inglês.

Como a frase "May the Force be with you" (em português, "Que a Força esteja com Você") é uma citação famosa muitas vezes falada nos filmes de Star Wars, os fãs comumente dizem "May the fourth be with you" (em português, "Quatro de maio esteja com você") neste dia.

Outside The Box

Av. Barão do Rio Branco, 651 - Jardim Esplanada, São José dos Campos

18h

Setor manteve a média e cresceu acima dos 30% na quantidade de fábricas. Número de registros de rótulos de cerveja e chope passou de 6,8 mil, superando os índices de outros itens como polpa de frutas, vinhos e bebidas mistas

Em 2018, a cada dois dias uma nova fábrica de cerveja foi registrada no Brasil. O número aponta o ritmo acelerado do setor, que se manteve com crescimento de 30% assim como nos anos anteriores. Com as 210 novas cervejarias registradas, o país fechou o ano com 889 fábricas. Dos 5.570 municípios brasileiros, 479 já possuem pelo menos uma cervejaria registrada.

Os dados foram divulgados pelos pesquisadores Eduardo Fernando Marcusso e Carlos Vitor Müller, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Outro dado que impressiona é o volume de registros de cervejas e chopes. Foram 6,8 mil concessões em 2018, um número que supera outros mercados representativos no país, como o de polpas de frutas, vinhos e bebidas mistas. Os estados de Minas Gerais, São Paulo e no Rio Grande do Sul tiveram mais de mil registros cada.

Para o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, os números refletem as boas expectativas para o setor, que tem o objetivo de crescer também no volume de consumo das marcas independentes. “O aumento significativo na quantidade de cervejarias é um passo fundamental para que o mercado cresça. Com mais opções, rótulos regionais e um trabalho de inclusão de todos os estados brasileiros no universo da cerveja artesanal, acreditamos ser possível ultrapassarmos os 3% do volume de cervejas comercializado nos próximos anos. Hoje, a estimativa é que estejamos próximos aos 2%”, comenta.

Em relação à concentração, o Sudeste segue liderando o mercado nacional com 90% dos registros de produtos realizados em 2018.

Estados com maior número de cervejarias
O ranking de estados com mais fábricas não se alterou. O Rio Grande de Sul segue com a maior concentração: 186 fábricas de cerveja (em 2017 eram 142). Seguem a lista São Paulo (165), Minas Gerais (115), Santa Catarina (105) e Paraná (93).

Em relação ao crescimento, o número mais expressivo é do Espírito Santo. O estado fechou 2017 com 11 cervejarias e em dezembro de 2018 tinha 19, um aumento de 72,7%. Seguem a lista das maiores expansões percentuais: Paraná (38,8%), Santa Catarina (34,6%), São Paulo (33,01%) e Minas Gerais (32,2%).

Empregabilidade
O número de empregos gerados pelo setor também foi alvo de um levantamento da Abracerva. As cervejarias com menos de 100 funcionários geraram 1.114 vagas de janeiro a dezembro de 2018. O número é quase 20% maior do que as grandes indústrias, geralmente ligadas a marcas comerciais, que geraram 828 postos de trabalho.

A estimativa é que cervejarias de 1 a 99 funcionários empreguem 3,6 mil pessoas.

Sobre a Abracerva
A Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) foi fundada em outubro de 2013 para reunir e defender os interesses das cervejarias e da cadeia envolvida com o setor no país. Desde então, iniciou a articulação para a entrada das microcervejarias no Simples e prevê mais ações nos próximos meses.

 

Para muitas pessoas, tomar uma cerveja envolve apenas a garrafa e o copo. Para outras esse ato não é tão prosaico, envolve a garrafa, o rótulo, a tampinha, o abridor.

Nós chamamos isso de colecionismo cervejeiro, o que se resume na arte de colecionar artigos relacionados à cerveja e hoje vamos falar um pouco mais sobre essa arte feita pelos consumidores de cerveja.

Mas por que colecionar?

Existem diversos motivos que podem levar uma pessoa a colecionar esses artigos, primeiro porque é fascinante, mas também existem pessoas que querem levar os artigos para casa e tornar-los decoração, pela conquista do objeto ou o prazer de ter a lembrança do momento.

Hoje em dia é muito comum encontrar pessoas e bares temáticos que têm gosto por isso e normalmente colecionam artigos como:

Copo
Bolacha
Tampas
Abridor de cerveja
Chaveiros
Rótulos
Latas e garrafas
Vestuário (camisetas, bonés, moletons e meias)
Bandeiras
Revistas
Placas
Quadros

Pelo o que acabamos de ver, já deu para entender que se trata de uma lista extensa de artigos e que também não faltará opções para quem deseja ter sua própria coleção, não é mesmo?

Passando o líquido para o copo, observa-se o tipo de copo, a “marca” dele e a bolacha onde é servido. Existem ainda as pessoas que se ligam nas placas do bar, nos acessórios usados pelos garçons, entre outros apetrechos.

Se você for seguir essa trilha, inevitavelmente acabará colecionando alguma coisa relacionada à cerveja, mesmo que por acidente”. E são muitos os itens de colecionador relacionados à cerveja.

Para as pessoas que já são mais velhas, quem não se lembra de ser criança e ter primos ou parentes de outro grau que colecionavam latinhas de cerveja para retirar os rótulos e fazer uma arte própria!

É maravilhoso ver todos os rótulos juntos formando um mosaico de nomes e figuras — e isso é uma prática cada vez mais comum em bares e pubs nos dias de hoje.

Para os colecionadores, os objetos são como filhos, e merecem proteção à altura.

Alguns não aceitam que seus objetos sejam tocados por estranhos, já outros usam a coleção na medida do possível.

Mas, se alguma coisa acontece com algum item da coleção, como um rótulo rasgado, uma tampinha amassada, um copo quebrado

Podemos dizer que o causador pode ser condenado à pena de morte!

Ter uma coleção, seja lá qual for, é algo trabalhoso, algumas como as de garrafas ou latinhas ocupam um espaço considerável. Outras, como as de rótulos, precisam de um cuidado especial pois os colecionáveis são frágeis e qualquer rasgado, amassado ou outro defeito pode acabar com o valor do objeto.

E por falar em valor, alguns objetos de colecionador tem um valor relativamente alto — e não estou falando do valor sentimental, afinal, alguns itens são de valor inestimável.

Se pensarmos que uma única bolacha da Cervejaria Antártica já foi vendida no Ebay pela bagatela de mil dólares, esse é um valor considerável alto para um pequeno pedaço de papelão (que me perdoem os colecionadores de bolachas, mas é só um argumento ilustrativo!).

No Brejas.com.br é possível perceber a força do colecionismo cervejeiro, lá existe um tópico na sessão do fórum exclusivo para discussão sobre o assunto e também compartilhamento de informações ou troca e venda de artigos.

(E também um episódio do BeerCast dedicado ao assunto).

E eu, coleciono algo?
Gosto de dizer que coleciono copos vazios, mas particularmente gosto de juntar de tudo um pouco, desde tampinhas até copos, mas tenho amigos que levam isso a sério e fazem coleções para criar um aconchego em seu lar.

De quebra ainda tenho algumas bolachas que confesso não me empenho muito em coleciona-las, mas que acabam se multiplicando cada vez que vejo uma diferente.

E você caro leitor, coleciona algo?

Convidamos você para ler um pouco mais sobre cerveja, principalmente a famosa frase que diz amigos nunca fiz bebendo leite.

Saúde!

Fonte: HominiLupulo

 

O evento será realizado nos dias 12 e 13 de julho, na Arena Pantanal
A capital do Mato Grosso, Cuiabá recebe nos dias 12 e 13 de julho, na Arena Pantanal, a primeira edição do Festival da Cerveja Artesanal de MT. O evento – que tem como foco reunir cervejarias, empresários do segmento e apreciadores – chega para fortalecer o mercado regional em prol de proporcionar o intercâmbio de informações e o contato com diversos estilos de cervejas, além de aproximar a população com novos sabores e rótulos.

O lançamento do Festival ocorreu no dia 19 de fevereiro com organizadores, representantes do setor, empresários e cervejeiros se reuniram em Cuiabá para lançar o Festival. A diretora da Up Eventos e co-idealizadora do festival, Paula Scanagatta, destaca:

“As cervejarias artesanais do Estado estão se unindo para trazer para Cuiabá um evento totalmente diferenciado. Algo que já acontece em grandes praças – como em Santa Catarina, que tem um dos maiores festivais de cerveja do mundo. Além de opções de estilos de cervejas artesanais, praça de alimentação e atrações musicais, o evento contará com concurso e um congresso técnico com cursos e palestras para quem quer se aprofundar no tema”.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, o festival tem como papel reforçar a qualidade e tradição da produção mato-grossense.

“O mercado regional de cerveja artesanal já tem um tempo de tradição, mas agora tem crescido em ritmo acelerado – assim como ocorre por todo o país. A cerveja artesanal está chegando agora nas gôndolas dos supermercados e as pessoas passaram a prová-la. E ela tem sido bem aceita”, pondera.

A Abracerva é apoiadora do festival.

Carlo complementa que, inclusive, este é o grande desafio do setor:

“Não só fazer uma cerveja, mas fazer com que ela seja bem aceita pelo consumidor. No Brasil, temos cerca de 900 fábricas instaladas e as pessoas passaram a ver que não é preciso trazer algo de fora para apreciar um bom produto. No festival, o público terá a oportunidade de ter essas cervejarias unidas e, é claro, degustar seus produtos. Será uma oportunidade ímpar para conhecer essa riqueza de estilos”, ressalta.

Pensamento reiterado pelo sommelier de cervejas Elvio Rezende, ao reforçar que, para além da interação entre as cervejarias e a população, o festival também traz consigo o hábito de beba menos, mas beba melhor:

“A proposta é proporcionar conteúdo de qualidade para as pessoas que querem conhecer mais sobre o ramo artesanal. Isto, com informações variadas que vão desde processo de produção de cerveja, harmonização, panorama do mercado regional até como esse setor pode influenciar os demais”, assinala.

BARES E RESTAURANTES A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também vai participar do Festival da Cerveja Artesanal de Mato Grosso como apoiador. Conforme explica o presidente da Abrasel, Fernando Medeiros, o cliente está cada vez mais exigente e com paladar apurado, o que requer dos bares e restaurantes a oferta de novos produtos.

“A bebida é de extrema importância para o setor da gastronomia. E o festival é a oportunidade de o consumidor conhecer diversas marcas e estilos, ter a oportunidade de degustar e aprender a harmonizar os pratos com determinado tipo de cerveja. A cerveja artesanal já caiu no gosto dos consumidores. Esse pode ser um movimento sem volta”, comenta.

Serviço

O quê: Festival da Cerveja Artesanal de Mato Grosso
Quando: 12 e 13 de julho
Onde: Arena Pantanal (Cuiabá/MT)

Fonte: Revista Beer Art

Cervejarias se reuniram para produzir bebida em homenagem a Manchinha

Um grupo de cervejarias se reuniu para produzir um produto com o nome da cadela que foi morta no estacionamento de uma loja do Carrefour em Osasco, na Grande São Paulo, em novembro do ano passado, pelo segurança do estabelecimento. A cerveja terá a imagem da cadela e chamará Manchinha. O objetivo é arrecadar fundos para instituições de proteção animal.

A ideia surgiu do empresário Hugo Rocha e já estão confirmadas 79 cervejarias de todo o Brasil que vão contribuir. O propósito inicial do projeto, segundo ele, era homenagear a Manchinha, tentar reverter o ocorrido em algo em prol de outros animais e não deixar que outra história de crueldade contra animais caia no esquecimento.

“Poucos dias depois do ocorrido, o Geralf, ilustrador e tatuador de Belo Horizonte, publicou uma imagem representando a Manchinha como um anjo e ela imediatamente viralizou e comoveu muita gente, inclusive a mim. Intensamente incomodado com o ocorrido, senti a necessidade de fazer algo a respeito”, conta o empresário em uma publicação no Facebook.

Hugo Rocha convidou diversas cervejarias para fazerem produtos beneficentes e o lucro com a venda será revertido para ONGs que defendem os animais. “Sejam de cachorros, gatos, tamanduás ou iguanas. Inicialmente, convidei 20 cervejarias, que eram as que eu sentia que tinha liberdade para isso, mas a história alastrou, teve uma repercussão muito positiva e assim outras cervejarias se dispuseram a participar do projeto”, comemorou.

Hugo Rocha convidou diversas cervejarias para fazerem produtos beneficentes e o lucro com a venda será revertido para ONGs que defendem os animais. “Sejam de cachorros, gatos, tamanduás ou iguanas. Inicialmente, convidei 20 cervejarias, que eram as que eu sentia que tinha liberdade para isso, mas a história alastrou, teve uma repercussão muito positiva e assim outras cervejarias se dispuseram a participar do projeto”, comemorou.

(Com Estadão Conteúdo)

 

Quarta, 10 Abril 2019 00:29

Copa Cervezas de América será em Valparaíso

Escrito por

A edição 2019 será de 26 a 31 de agosto. As inscrições se iniciam em abril

Patrimônio da Humanidade pela Unesco e principal cidade portuária do Chile, Valparaíso, vai sediar a Copa Cervezas de América em 2019. Assim como nas outras edições, o concurso integrará a Semana Cervejeira do Chile, de 26 a 31 de agosto. A abertura oficial das inscrições será no dia 22 de abril, mas a organização fará uma pré-venda, com desconto, em seu estande do Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumeanu (SC).

Além da nova sede, que vai proporcionar aos participantes uma programação cervejeira as margens do oceano Pacífico, o concurso passará por algumas mudanças nesta edição: alteração na data de entrega das amostras, com prazo único para todos os países participantes; e premiação também com medalhas de ouro, prata e bronze por estilo.

O Brasil vem figurando entre os destaques no pódio.

Semana Cervejeira

Após o encerramento das avaliações, previstas para os dias 26 e 27 de agosto, se inicia um intenso cronograma com foco em experiências relacionadas ao universo cervejeiro. Estão previstas visitas à cervejarias, conferências, harmonizações e a grande novidade de 2019: o Beer Boat. Trata-se de um passeio de barco pelo oceano Pacífico, com degustação de cervejas guiadas por expoentes do meio.

Os interessados podem adquirir o pacote completo - que inclui Conferência e atividade, ou comprar as experiências de forma individual. A programação completa bem como os valores para aquisição dos pacotes serão divulgadas em www.copacervezasdeamerica.com

Serviço

O quê: Copa Cervezas de América 2019
Quando: inscrições de 22 de abril a 28 de junho, envio de amostras de 22 junho até 12 de julho (a Copa se realiza de 26 a 31 de agosto)
Onde: em Valparaíso, Chile
Como: http://www.copacervezasdeamerica.com/ 

Fonte: Revista Beer Art

No ambiente cervejeiro onde o lúpulo é a cereja do bolo, existe uma variedade de malte que se sobressai aos demais. Você sabe de qual estamos falando? Acertou quem disse Maris Otter.

Maris Otter é a variedade de malte mais reverenciada, celebrada e famosa e possui muitas medalhas de ouro para carregar todos esses adjetivos. Cervejas feitas com Maris Otter ganharam ouro em 11 edições de 15 anos do concurso Campaign for Real Ale Champion Beer of Britain. Além disso, muitos cervejeiros apreciam este malte pela sua qualidade, facilidade de extração e notas de biscoito.

Mas como que um malte que está a 50 anos no mercado consegue se manter por tanto tempo querido por todos os cervejeiros? História, tradição e qualidade! Sabor a parte, o sucesso de Maris Otter vem em grande parte de ter uma boa história. É uma história que complementa a história da revolução da cerveja artesanal. Tanto o MO quanto a cerveja artesanal atingiram esse equilíbrio entre honrar a tradição e, ao mesmo tempo, reinventar a tradição.

Mas antes de falar sobre o Maris Otter, vou contar brevemente sobre como surgiu o malte pale ale.

História do Malte Pale Ale
Malte pale ale surgiu na Inglaterra por volta de 200 anos atrás, quando algumas maltarias começaram a utilizar coque, apesar de ter um custo mais caro, para aquecer as câmaras de secagem de malte do que carvão mineral e madeira. Esse novo malte mais claro e de custo mais elevado, elevou o preço das cervejas. E isso ajudou a criar a noção de que cervejas mais claras e caras eram destinadas à classes sociais mais altas.

Antes da utilização do coque no processo de secagem, todos os maltes tinham um certo tipo de defumado como característica e possuíam coloração escura. Com a utilização do coque, o malte se tornou menos defumado e sua cor mais clara. Produzindo cervejas de cor ambar a acobreada.

A partir de 1820, a grande revolução veio com a introdução de novos métodos de malteação que se utilizavam de correntes de ar quente ao invés de gases da queima do coque para secar os grãos maltados. A partir disso, surgiu o malte pale ale como o conhecemos hoje, de cor clara e dourada e sabor neutro.

Agora passando para o século XX, vamos ver como foi o surgimento da variedade mais desejada por quem desejada fazer uma cerveja inglesa verídica.

História do Maris Otter
Maris Lane é o berço e a razão do nome do MO. Durante a maior parte do século 20, o UK´s Plant Breeding Intitute (PBI) produziu colheitas bem sucedidas e usou o prefixo Maris para citar muitas de suas variedades. Se as outras variedades de cevada tivessem se destacado, poderíamos estar falando de Maris Puma, Maris Dingo e Maris Mink.

E meados de 1960, os pesquisadores do PBI trabalhavam no cruzamento genético de uma cevada de primavera com uma cevada de inverno. Cevadas de inverno são plantadas durante o outono, sobrevivem ao inverno e se desenvolvem na primavera, mas naquela época as colheitas de inverno eram mais produtivas do que as de primavera, porém davam uma cevada de pior qualidade e não serviam para ser malteadas.

Foi então em 1965 que os pesquisadores do PBI tiveram um grande avanço cruzando uma variedade de inverno chamada Pioneer com uma variedade de primavera chamada Proctor e deram o nome de Maris Otter e assim nasceu a primeira cevada de inverno a ter um bom desempenho na maltaria.

E dessa forma o malte Maris Otter dominou a cena de cevada do Reino Unido durante os anos 70, favorecida pelos agricultores por seu rendimento, pelos mestres malteiros por sua facilidade de maltagem, e pelos cervejeiros por sua consistência de fermentação e profundidade de sabor.

As variedades de cevada mais bem sucedidas geralmente têm seu auge por 5 anos e depois passam para a obscuridade à medida que novas variedades melhoradas as substituem. Maris Otter teve um reinado especialmente longo pelos 15 anos após o seu lançamento, mas no final dos anos 70, estava em declínio.

Anos sombrios
Com o advanço de técnicas de cruzamento genético, espécies de malte melhoradas estavam invadindo o mercado e em 1979 o MO estava fadado ao esquecimento. Produtores alegavam que sua palha era fraca, que tinha baixa resistência à pragas e enquanto os produtores queriam parar de plantar essa variedade, a indústria exigia que o Maris Otter continuasse a ser produzido. O MO não se tornou apenas o “benchmark da indústria para a qualidade da malte”, estava adquirindo um status de culto entre a fraternidade cervejeira.

Apesar de possuir muitos discípulos, Maris Otter afundou à beira da extinção durante os anos 80 por três razões. Primeiro, as variedades mais novas superaram o MO em qualidade agronômica e, de certa forma, na cervejaria. Em segundo lugar, a indústria cervejeira no Reino Unido não queria utilizar uma variedade de cevada que aumentava seus custos de produção.

A terceira razão é a mais intrigante: MO havia perdido sua proteção à propriedade intelectual. No Reino Unido, os direitos dos criadores de plantas protegem uma variedade por 25 anos. Durante esse tempo, os agricultores precisam comprar novas sementes a cada ano, ou pagar pelo privilégio de produzir suas próprias sementes de determinada variedade. Com esses direitos vencidos, as empresas de sementes deixaram de ter incentivo para fornecer sementes de Maris Otter.

Em 1989, ele foi retirado da lista recomendada do NIAB (Instituto Nacional de Botânica Agrícola). Isso poderia ter sido o fim declarado do nosso queridinho, mas graças à alguns agricultores e pequenos cervejeiros que continuaram a plantar e usar em suas cervejarias, ele não caiu no esquecimento. E algo inesperado aconteceu...

Maris Otter foi notado por alguém que tinha os meios para revivê-lo: dois comerciantes de grãos. Em 1990, a H Banham Ltd que já estava no mercado há um século e a Robin Appel Ltd que estava apenas começando a negociar grãos com seriedade se uniram e decidiram em conjunto comprar os direitos do MO em 1992.

Desde então, eles têm sido seus defensores e guardiões mais proeminentes. E eles tiveram um trabalho duro pela frente - tiveram que convencer os agricultores, mestres malteiros e cervejeiros que uma variedade de 27 anos poderia ser superior às novas variedades superpoderosas. Seu argumento era simples: enquanto novas variedades são criadas com melhorias genéticas em mente, o MO foi criado com foco em atributos de fermentação e sabor. Isso ressoou com uma multidão de cervejarias artesanais.

Porém ainda existia um grande empecilho, não era possível vender sementes ruins aos agricultores e esperar que eles obtivessem ótimos resultados. Foi aí que então, o MO retornou para os campos de pesquisa para seleção de melhores sementes, resultando no malte que encontramos na atualidade.

Maris Otter x Pale Ale malte
Maris Otter é conhecido por proporcionar à cerveja sabores e aromas de biscoito e nuances de nozes, enquanto o malte pale ale básico tem os aromas e sabores bem leves. Dessa forma, se você for fazer uma cerveja com fortes características de malte, o perfil do Maris Otter é bem desejado.

Já o malte pale ale de 2 fileiras já é um malte com notas e aromas mais leves, ideal para ser utilizado em cervejas onde o lúpulo será o destaque da cerveja.

E você já utilizou o Maris Otter? Consegue notar as diferenças entre ele e um pale ale tradicional? Nos conte suas impressões no comentários.

Boas cervejas!

Fonte: Lamas Brew Shop

 

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