Quarta, 06 Março 2019 05:19

Ele quer faturar R$ 2,5 milhões vendendo garrafões de cerveja

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Apostando na venda de growlers, Rodrigo Fernandes expandiu um novo nicho do consumo da bebida no Brasil.

A cerveja artesanal hoje é moda em vários cantos do Brasil. E, conforme as cervejarias se proliferam (o número saltou de 679 para 835 produtoras no Brasil entre o fim de 2017 e outubro passado, de acrodo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), há empreendedores que enxergara, bem cedo uma nova forma de consumo. Rodrigo Fernandes é um deles, e vem fazendo um bom dinheiro comercializando growlers de cerveja.

Os tais growlers são garrafões reutilizáveis para armazenar maior quantidade do que a vendida em embalagens comuns. Os produtos são vendidos para consumidores interessados em consumir cerveja de boa qualidade e empresas dispostas a vender a bebida nos garrafões.

Há dois anos, Fernandes percebeu essa tendência em uma viagem aos Estados Unidos. Lá, um número crescente de pessoas estava levando garrafas estilizadas de variados tamanhos para o bar, enchendo-as com a cerveja ou chope desejado e levando a bebida para casa.

Não são garrafas comuns, mas dotadas de alças que facilitam servir a cerveja em copos para o consumo final. Uma ideia que era comum no século 19, mas que caiu em desuso conforme chegou a tendência das embalagens individuais e descartáveis ao consumo de bebidas.

Percebendo que, assim como as cervejas artesanais em si, a moda dos growlers inevitavelmente chegaria ao Brasil, Fernandes se antecipou e criou em 2017 a My Growler, passando a importar os garrafões. Um investimento de R$ 100 mil deu início ao negócio, com modelos cuja capacidade vão de um a quatro litros.

“Este é um mercado que só cresce e, e em que o consumidor sabe porque paga mais: as cervejarias artesanais entregam uma oportunidade de diversificação, de novas experiências, novos sabores, e isso é uma tendência irrevogável no mercado”, conta o agora CEO da My Growler.

E, com os garrafões, alia-se a esse novo momento do consumo o fator da sustentabilidade: se reduz o consumo e descarte de embalagens e, consequentemente, o uso de recursos naturais na produção delas. Além disso, os processos de pasteurização e envase se tornam desnecessários, e a logística é facilitada – por outro lado, os bares e as lojas precisam se adaptar para ter cervejas em torneiras que sirvam os growlers, e não apenas em garrafas fechadas.

Após cerca de dois anos de operação, a My Growler estima para 2019 uma receita de R$ 2,5 milhões com a venda de growlers. Hoje, a empresa já tem uma variedade maior de produtos, com growlers de inox e capas térmicas para os de vidro. A companhia também atende empresas que queiram estampar sua marca nos garrafões para a venda de growlers personalizados.

Com o negócio em franca expansão, Fernandes projeta também para este ano investimentos de R$ 100 mil na diversificação dos produtos e em R$ 200 mil para a expansão de growler stations – estações de abastecimento de chope e cerveja que são instaladas em supermercados e lojas de conveniência, por exemplo.

Fonte: PEGN

 

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